De fora as gafes mais bizarras - como vestir sapatos de pés trocados - estamos sempre, homens e mulheres, tentando nos vestir adequadamente. O adequado não é o mais caro: é o decoroso. Existe um decoro que não o parlamentar, evidentemente, e aquele do bem vestir é pouco levado em conta hoje em dia. Maria Celina ajuda a entender a questão.
Por Maria Celina Godilho
Fui a um Tribunal há uns dias e fui barrada por não estar vestindo blazer, embora estivesse com roupas decentes. Eles estão corretos?
Para qualquer profissão, há um código de vestimenta, ou pelo menos regras do que NÃO usar no ambiente de trabalho. Por exemplo, decotes enormes, muito brilho, sandálias abertas ou roupas muito justas são proibidos. E isso para qualquer profissão mesmo, não apenas para aquelas mais formais, como as jurídicas.
No entanto, o que eu vejo (apoiada por outras pessoas de bom senso que vêem o mesmo) nos tribunais é a completa subversão dessa regra de bom senso de moda e estilo. Homens que usam o terno bem desalinhado, a gravata descombinante e outras bizarrices. Mas eles são mais fáceis de consertar - basta mudar um detalhe aqui ou ali e pronto, já ficam mais arrumadinhos.
As mulheres, no entanto, ou pensam que vão imediatamente do trabalho ao happy hour, ou pensam que já estão no evento; usam roupas de alças, decotes constrangedores, muita maquiagem (ou nenhuma), saltos-agulha (nem parece que precisam carregar bolsa pesada + processo e ainda se equilibrar em salto bem alto).
