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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

To wear or not to wear, that's the question


De fora as gafes mais bizarras - como vestir sapatos de pés trocados - estamos sempre, homens e mulheres, tentando nos vestir adequadamente. O adequado não é o mais caro: é o decoroso. Existe um decoro que não o parlamentar, evidentemente, e aquele do bem vestir é pouco levado em conta hoje em dia. Maria Celina ajuda a entender a questão.

Por Maria Celina Godilho

Fui a um Tribunal há uns dias e fui barrada por não estar vestindo blazer, embora estivesse com roupas decentes. Eles estão corretos?

Para qualquer profissão, há um código de vestimenta, ou pelo menos regras do que NÃO usar no ambiente de trabalho. Por exemplo, decotes enormes, muito brilho, sandálias abertas ou roupas muito justas são proibidos. E isso para qualquer profissão mesmo, não apenas para aquelas mais formais, como as jurídicas.

No entanto, o que eu vejo (apoiada por outras pessoas de bom senso que vêem o mesmo) nos tribunais é a completa subversão dessa regra de bom senso de moda e estilo. Homens que usam o terno bem desalinhado, a gravata descombinante e outras bizarrices. Mas eles são mais fáceis de consertar - basta mudar um detalhe aqui ou ali e pronto, já ficam mais arrumadinhos.

As mulheres, no entanto, ou pensam que vão imediatamente do trabalho ao happy hour, ou pensam que já estão no evento; usam roupas de alças, decotes constrangedores, muita maquiagem (ou nenhuma), saltos-agulha (nem parece que precisam carregar bolsa pesada + processo e ainda se equilibrar em salto bem alto).

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O bistrô daqui


Existe uma mudança radical no papel cultural da comida nos últimos tempos. Poderíamos fazer análises políticas, econômicas e até morais das relações da alimentação na vida do Homem moderno - pois sabemos que sentar à mesa não é apenas abastecer de combustível o corpo, é antes, uma cerimônia social e um ato de gratidão e prazer. Para nos lembrar destes pequenos presentes da vida, nossa nova editora, Maria Celina Gordilho, compartilha a partir desta semana suas saborosas impressões gastronômicas.

Por Maria Celina Gordilho

Culinária afetiva. Em tempos de alta gastronomia, culinária ortomolecular, fusion food e "javali selvagem ao molho de chocolate de algum lugar obscuro", sentar em uma mesa a dois, escolher um vinho e experimentar um prato que lhe evoca lembranças afetivas – semelhante àquela cena de Ratatouille na qual o crítico, ao colocar o garfo na boca, rapidamente se recorda da infância e da comida de maman – é a melhor coisa que se pode fazer em semanas.


Foi isso o que me proporcionou o simpático e lotado "Ici Bistrot", um dos restaurantes da dupla Benny Novak e Renato Ades (os outros são uma hamburgueria gourmet e um italiano; ainda bem que eles separam as coisas). Em um sábado à noite encalorado, fui, sem reservar (desaconselhável, a não ser que você esteja sozinho, ou em casal; faça a reserva na hora do almoço, se quiser ir jantar), a esse bistrô recomendado por várias revistas que classificam restaurantes em São Paulo. Recomendado, também, por uma grande amiga, que repetia sem cessar a ladainha “mas foi super bem-recomendado pela revista tal” enquanto eu não conseguia reservas.
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