por Leandro Oliveira
Digam lá: o mundo não está cheio de gente assim?
Sabemos que as coisas estão de pernas para o ar quando vemos um gato latindo da janela - e que, evidentemente, pego com a boca na botija, disfarça.
É um cachorro mesmo!
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Observatório Ocidentalismo
por Leandro Oliveira
A Síndrome de Asperger é batizada a partir do médico que a diagnosticou, o austríaco Dr. Hans Asperger. É uma espécie peculiar de autismo, e seus portadores têm dificuldade de interação social. Ele é o tema do primeiro episódio da série "Between Ourselves" da Rádio BBC (ah, como eu queria ser diretor da Rádio Cultura para finalmente trazer coisas interessantes ao dial...); neste episódio, um papo interessantíssimo com dois portadores da síndrome. Apresentação de Olívia O'Leary.
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(...) I am constantly amazed at the low culture IQ of very bright and talented young people who have achieved a great deal in other realms. When I was once called a "media Caruso" in the press, a 23-year-old with whom I worked asked what a Caruso was!
Another business associate asked me if Giuseppe Verdi was dead. He was a Harvard-educated professional who was an adept piano player.
It is easy to point to culprits: the lack of arts education in our public schools, the astonishing array of personal popular entertainment options that occupy the time of younger people, and the ticket prices for concerts, plays and operas that are so high they keep many young (and old) people from attending.
But whatever the cause (and we need to analyze these causes so we can find cures for the future), we have remedial work to do with the current group of high school graduates who simply do not consider attending our performances or visiting our art galleries as an option that is relevant to their lives. (...)
Michael Kaiser, manda-chuva do Kennedy Center, em mais um artigo formidável que sugiro ler ao lado deste, de Tom Jacobs, sobre o declínio da atividade do público omnívoro e highbrow.
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Tom Service faz um belíssimo "Amnésia Cultural" pelos quarenta anos de morte de Igor Stravinsky (último dia 6).
Igor Stravinsky died 40 years ago today. I find this astonishing – partly because Stravinsky seems to belong to another era: a century ago, he was conceiving and composing The Rite of Spring, and yet we are only separated by him by just over a generation, and yet his influence and his legacy still seems so contemporary.
Stravinsky is the only common influence that composers from Steve Reich to Thomas Adès, from Judith Weir to John Adams, from Elliott Carter to Louis Andriessen, can all agree on. Without Stravinsky, there would be no minimalism, not much neo-classicism, not enough rhythmic energy, and not nearly enough compositional freedom in the 20th and 21st centuries. Four decades on, the Stravinsky that's proved most popular with audiences, orchestras and concert halls is the colouristic brilliance of the three early ballets, Firebird, Petrushka, and the Rite.
Links imperdíveis. Na íntegra aqui
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Gabriel Ferreira postou no Facebook - e replico em homenagem ao amigo que vai aportar em POA: "os Dez Mandamentos do Chimarrão".
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Desdobramentos da crise da OSB? A orquestra saiu do palco quando o maestro Minczuk entrou para o concerto de abertura da Temporada. A narrativa do caso - cujo registro se espalhou como fenômeno no youtube - pode ser vista aqui.
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O blog do Márcio Leopoldo vai nos atualizar com as informações sobre o Fórum da Liberdade. Acompanhem e cobrem o moço.
A Síndrome de Asperger é batizada a partir do médico que a diagnosticou, o austríaco Dr. Hans Asperger. É uma espécie peculiar de autismo, e seus portadores têm dificuldade de interação social. Ele é o tema do primeiro episódio da série "Between Ourselves" da Rádio BBC (ah, como eu queria ser diretor da Rádio Cultura para finalmente trazer coisas interessantes ao dial...); neste episódio, um papo interessantíssimo com dois portadores da síndrome. Apresentação de Olívia O'Leary.
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(...) I am constantly amazed at the low culture IQ of very bright and talented young people who have achieved a great deal in other realms. When I was once called a "media Caruso" in the press, a 23-year-old with whom I worked asked what a Caruso was!
Another business associate asked me if Giuseppe Verdi was dead. He was a Harvard-educated professional who was an adept piano player.
It is easy to point to culprits: the lack of arts education in our public schools, the astonishing array of personal popular entertainment options that occupy the time of younger people, and the ticket prices for concerts, plays and operas that are so high they keep many young (and old) people from attending.
But whatever the cause (and we need to analyze these causes so we can find cures for the future), we have remedial work to do with the current group of high school graduates who simply do not consider attending our performances or visiting our art galleries as an option that is relevant to their lives. (...)
Michael Kaiser, manda-chuva do Kennedy Center, em mais um artigo formidável que sugiro ler ao lado deste, de Tom Jacobs, sobre o declínio da atividade do público omnívoro e highbrow.
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Tom Service faz um belíssimo "Amnésia Cultural" pelos quarenta anos de morte de Igor Stravinsky (último dia 6).
Igor Stravinsky died 40 years ago today. I find this astonishing – partly because Stravinsky seems to belong to another era: a century ago, he was conceiving and composing The Rite of Spring, and yet we are only separated by him by just over a generation, and yet his influence and his legacy still seems so contemporary.
Stravinsky is the only common influence that composers from Steve Reich to Thomas Adès, from Judith Weir to John Adams, from Elliott Carter to Louis Andriessen, can all agree on. Without Stravinsky, there would be no minimalism, not much neo-classicism, not enough rhythmic energy, and not nearly enough compositional freedom in the 20th and 21st centuries. Four decades on, the Stravinsky that's proved most popular with audiences, orchestras and concert halls is the colouristic brilliance of the three early ballets, Firebird, Petrushka, and the Rite.
Links imperdíveis. Na íntegra aqui
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Gabriel Ferreira postou no Facebook - e replico em homenagem ao amigo que vai aportar em POA: "os Dez Mandamentos do Chimarrão".
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Desdobramentos da crise da OSB? A orquestra saiu do palco quando o maestro Minczuk entrou para o concerto de abertura da Temporada. A narrativa do caso - cujo registro se espalhou como fenômeno no youtube - pode ser vista aqui.
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O blog do Márcio Leopoldo vai nos atualizar com as informações sobre o Fórum da Liberdade. Acompanhem e cobrem o moço.
sábado, 9 de abril de 2011
As piadas e a sociedade
Dr. John Capps é professor associado de filosofia do "College of Liberal Arts" do "Rochester Institute of Technology". Sua área de pesquisa é epistemologia e filosofia da ciência. Ele é co-autor, com seu pai, Donald Capps, de You've Got to Be Kidding!: How Jokes Can Help You Think.
Para o posto original em sua versão de áudio, clique aqui.
Freqüentemente o que faz uma piada engraçada é que alguém faz algo que é completamente irracional, e quando tornamos consciente o que se passa, podemos tentar não fazer o mesmo erro. Na vida real, ninguém quer ser o motivo de uma piada.
Todos provavelmente ouvimos aquela do advogado que defende um homem que assasinou seus pais, e o advogado pede clemência dizendo "meritíssimo, deixe-me lembrá-lo que este pobre rapaz é um orfão!" De fato, o que é irracional aqui é que o advogado está fazendo o que os filósofos chamam de "apelo à piedade" (appeal to pity, no original), sem que se coloque à luz que o motivo mesmo de sua orfandade é a responsabilidade pela qual ele está sendo acusado. E, de modo geral, precisamos estar cuidadosos para que não deixemos nossos sentimentos atrapalhem nossos pensamentos claros e nosso juízo do que é correto a ser feito. E esta piada é uma forma muito viva de lançar luz a este ponto.
Ainda, quando rimos de piadas mostramos que temos muito em comum, que concordamos sobre algumas coisas por serem simplesmente verdadeiras ou falsas, racionais ou não. Então, piadas podem ser importante referências sociais, que nos lembram de coisas que todos concordamos. Há uma que diz de uma mãe que acaba de ter seu filho, não pode dormir e vai ao médico dizer que está preocupada; ela teme não conseguir ouvir seu bebê caso ele caia do berço. Ela pergunta ao médico o que fazer e ele diz "ah, é fácil: tire o carpete!". Esta é uma piada engraçada porque todos sabemos que aquilo que o médico está dizendo é profundamente imoral e anti-profissional - e isto, por si só, mostra que concordamos com muitas coisas.
Então piadas dizem muito sobre nós: elas elevam nosso padrão de racionalidade e moralidade, e funcionam como uma espécie de "cola" social. Aristóteles disse que humanos são animais racionais, mas poderíamos também dizer que somos animais que fazem piada - e isto significaria quase a mesma coisa.
Retirado de Academic Minute Home.
sexta-feira, 25 de março de 2011
O anjo da canalhice
por Leandro Oliveira
O professor Luís Felipe Pondé - um dos padrinhos deste site - realiza nos dias 2 e 9 de abril, das 11hs às 13 hs, o curso "O anjo da canalhice: o gênio de Nelson Rodrigues". Trata-se de uma perspectiva inusitada sobre um dos maiores dramaturgos brasileiros.
Na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Para inscrever-se, clique aqui.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Anedota...
One day at the weekly colloquium in the Harvard Psychology Department (with which the Psycho-Acoustic Laboratory was affiliated), the guest speaker was at his worst and gave an extraordinarily long and dull lecture on a mathematical theory of behavior. Unfortunately, the audience responded in kind, and at equally great length, with pointless questions and irrelevant comments. When at long last it was all over, von Békésy led me directly to the blackboard in his office, picked up a piece of chalk, and said "This is the most important but least known equation in all of the social sciences. Always remember it, for as you have just seen, it completely describes a great deal of human behavior."
And then — summing up the whole afternoon neatly - he wrote:
Floyd Ratliff in "Georg von Békésy (1899—1972) - A Biographical Memoir".
And then — summing up the whole afternoon neatly - he wrote:
0 + 0 = 0
Floyd Ratliff in "Georg von Békésy (1899—1972) - A Biographical Memoir".
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
A menor distância
"Laughter is the closest distance between two people"
Victor Borge (1909 - 2000)
Por Leandro Oliveira
Um tipo muito sofisticado de clown desapareceu. Ele ocupava as salas de concerto não para fazer o público rir à la Haydn (explico isto em outro post)e sim através de paródias musicais, "contação de histórias" pseudo-biográficas, tiradas de palco cartoonescas.
Nesta arte o pianista dinamarquês Victor Borge (1909 - 2000) foi um pioneiro e mestre. Poucos anos após seu primeiro concerto importante em 1926, Borge iniciou um show que misturava curiosamente música e brincadeiras de palco, numa apropriação muito particular das técnicas de stand-up comedy.
Segundo consta, em 1933 começou a excursionar pela Europa colocando em seu repertório piadas anti-nazistas - o que teria feito com que na ocasião da ocupação alemã na Dinamarca, ele tivesse que fugir para os Estados Unidos.
Foi a partir de programas de rádio que Borge encantou imediatamente as platéias americanas. Algumas de suas tiradas como a "pontuação fonética" (uma forma de ler os textos com todos seus sinais) e a "linguagem inflacionária" (que valendo-se da lembrança dos anos difíceis da Grande Depressão, subvertia alguns dos usos ordinários das palavras inglesas) são verdadeiros achados do humor moderno.
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