segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Música para tempos de frio

Quatorze graus em São Paulo. Quantas mãos geladas pela cidade? Então lá vai, para distrair e esquentar o coração...


Che gelida manina,
se la lasci riscaldar.
Cercar che giova?
Al buio non si trova.
Ma per fortuna
é una notte di luna,
e qui la luna
l'abbiamo vicina.
Aspetti, signorina,
le dirò con due parole
chi son, e che faccio,
come vivo. Vuole?
Chi son? Sono un poeta.
Che cosa faccio? Scrivo.
E come vivo? Vivo.
In povertà mia lieta
scialo da gran signore
rime ed inni d'amore.
Per sogni e per chimere
e per castelli in aria,
l'anima ho milionaria.
Talor dal mio forziere
ruban tutti i gioelli
due ladri, gli occhi belli.
V'entrar con voi pur ora,
ed i miei sogni usati
e i bei sogni miei,
tosto si dileguar!
Ma il furto non m'accora,
poiché, poiché v'ha preso stanza
la speranza!
Or che mi conoscete,
parlate voi, deh! Parlate. Chi siete?
Vi piaccia dir!


****

Adoro a passagem: "(...) quem sou? Sou um poeta. O que eu faço? Escrevo. E como vivo? Vivendo... Na minha pobreza tenho prazeres de aristocrata, cheio de rimas e canções de amor. Para os sonhos, as quimeras e os castelos no ar, eu tenho a alma de milionário. (...)"

Na há jeito, Puccini é meu favorito. Todos temos um lado meio cafona né?

por Leandro OLiveira

1 comentários:

JPP disse...

Cafona (e lindo) é isso aqui, ó:

"Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!" (Florbela Espanca)

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