quinta-feira, 14 de julho de 2011

Da pose à piada pronta

por Leandro Oliveira

Pedro Sette acerca do pós-Flip. Na mosca como sempre:

(...)O mais irônico é que dois poetas que certamente estão entre os cinco (ou três, ou até dois…) maiores da língua, Camões e Fernando Pessoa, não tentaram ser transgressores. Os dois fizeram o que podiam para atender ao gosto da época e não conseguiram entrar na turma das pessoas chiques. Até poemas elogiando o governo eles escreveram. Isso deve servir para mostrar que buscar a transgressão não garante nadinha, e que para fazer parte do grupo das pessoas chiques é mais importante já ter nascido dentro dele, ou aprender a imitar seus trejeitos, do que se esforçar para escrever boa literatura. Quer dizer, a mera ignorância desse detalhe, que ajudaria a aguçar a autoconsciência, mostra o quanto a ideia da Semana de 1922 impregna a produção crítica e literária.

Ou, resumindo tudo, a Semana de 1922 devia ser entendida como uma espécie de peste mental, que vai transformando os contaminados em piadas prontas involuntárias.


Na íntegra aqui.

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